Associação Bichos Exóticos e Companhia
A Associação Bichos Exóticos e Companhia é uma associação de protecção animal sediada em Fátima. Fundada em 2025 pela Ana Ribeiro e pelo Henrique Nunes, apesar de funcionar enquanto projecto informal de resgate e reabilitação de animais desde 2022, e como projecto informativo sobre espécies exóticas desde 2021.
O trabalho da Bichos Exóticos é focado maioritariamente no acolhimento de animais de companhia, ditos exóticos, que são abandonados em território português, ou entregues pelas famílias que já não podem cuidar deles. Também já colaboraram com as autoridades com acolhimento de animais apreendidos de situações de maus-tratos e criação ilegal.
Desde 2022 já foram resgatados 600 animais, de cerca de 20 espécies diferentes. Destes, mais de 300 foram ratazanas domésticas, conhecidas como ratos de laboratório, são animais amplamente comercializados por todo o país, tornando-as os animais mais acolhidos na associação. Mas também acolhem outras espécies de roedores como hamsters, gerbos e degus, répteis como tartarugas aquáticas, e aves desde os mandarins e periquitos, passando pelo pombo e chegando ao papagaio cinzento.
A crescente popularidade de animais exóticos como animais de companhia também os torna mais vulneráveis ao abandono e à negligência. Infelizmente, o conhecimento que temos enquanto sociedade sobre as necessidades de alimentação e maneio de muitas espécies não evolui tão rapidamente como a sua procura. Tornando situações de negligência por desinformação muito comuns.
Logo a seguir à ratazana doméstica, a espécie para a qual mais recebem pedidos de ajuda são os hamsters. Hamsters sírios, anões russos, campbell e roborovski, já acolheram e reabilitaram quase uma centena. Muitas pessoas caem no erro de adquirir estes animais sem uma pesquisa sobre os seus cuidados, e apenas depois de já terem o animal em sua casa descobrem que não têm condições para lhes dar uma vida digna. Poucas pessoas sabem que os hamsters são animais solitários, que não podem viver com outros hamsters, e cada um deles necessita de terrários com 1m de comprimento e 15 a 30cm de substrato para escavar e fazer túneis.
Infelizmente os pedidos de ajuda que recebem excedem largamente a sua capacidade de resposta, pelo que os animais que estão ao cuidado da Associação estão limitados pela capacidade espacial e financeira.
Muito do trabalho que fazem é informativo, tendo desenvolvido muitos guias de cuidado segundo os standards de bem-estar reconhecidos internacionalmente para cada animal, que disponibilizam tanto nas redes sociais como em formato de folheto. O ideal é as famílias fazerem todo o trabalho de pesquisa e preparação antes de levarem um animal novo para casa, para evitar posteriormente terem de o entregar para adopção por não terem capacidade de o cuidar.
Desde 2022, quando fizeram o seu primeiro resgate, até ao dia de hoje notam uma tendência crescente de pedidos de ajuda e de situações críticas de negligência que requerem intervenção. No início deste ano até colaboraram com o SEPNA e a DGAV para acolher quase uma centena de roedores apreendidos de uma situação de exploração e maus-tratos. Pelo que o grande objectivo futuro da Associação é a aquisição de um terreno para a construção de uma sede e abrigo, podendo assim ajudar um maior número de animais. Não limitando a sua ação aos animais exóticos, pretendem também poder dar resposta aos inúmeros pedidos de ajuda que recebem para cães e gatos errantes na nossa região, mas para os quais não conseguem ter resposta sem infraestrutura própria.

A nossa missão
são os animais

O nosso foco
o cuidado dos nossos protegidos

E a nossa motivação
o seu bem-estar
Uma vida dedicada aos animais
Pelos que muitas vezes são esquecidos pela legislação. Demasiado pequenos para receber empatia de muitos, e demasiado diferentes para serem recordados

Henrique Nunes
Vice-Presidente e porta voz
Quando nos pediram ajuda para um grupo de roedores abandonados, procuramos uma Associação que pudesse ajudar, nesse dia aprendemos que tínhamos de criar a instituição que precisávamos, por eles.
